Natal, um oásis de amor
Derly
Gorski
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Pastor e Jornalista
É possível que você já tenha lido algum relato de caravanas que, viajando pelo deserto, acampavam em vicejantes oásis, juntos aos quais passavam alguns dias recuperando as energias esgotadas na viagem em meio à escaldante areia do deserto e sob o causticante sol tropical.
Ali, à sombra das tamareiras e junto à uma fonte de água límpida e cristalina, os viajantes sentem a brisa refrescante trazer novo ânimo e disposição para a jornada em meio ao deserto.
Em se tratando de relacionamentos humanos, hoje, mais do que em qualquer época, estamos vivendo em meio a um deserto, no qual nossas energias vão se esgotando a cada dia que passa no transcorrer do ano. Parece haver uma razão lógica para tudo isso: vivemos dias agitados, sob um escaldante clima de tensão e, na correria em busca dos mais variados objetivos, é quase impossível nos dedicarmos a relacionamentos alegres, descontraídos e saudáveis que revigoram o amor e nos animam para a jornada da vida.
Assim, em nome da realização profissional, do sucesso, do “status”, da boa condição financeira, ou mesmo, e com justa causa, até pelo pão de cada dia, vamos nos esgotando. Nosso ânimo e disposição perdem o tônus, e assim enfraquecidos nos tornamos pessoas sensíveis e complicadas, complicando, é claro, os nossos relacionamentos. Por sua vez, relacionamentos complicados nos afastam mais uns dos outros.
O pior é quando isto acontece no relacionamento conjugal e familiar. Aliás, este é um problema que vem se tornando cada vez mais comum, ou seja, marido e esposa, pais e filhos, a família enfim, está envolvida em tantos afazeres que quase não sobra tempo para o bate-papo em torno da mesa, a comunhão com Deus em família, a recreação conjunta. Resultado? Afastamento gradual e progressivo uns dos outros. E isto não nem um pouco recomendável.
Ninguém se realiza como pessoa quando se encontra em solidão, pois não somos ilhas humanas. Fomos criados para vivermos em comunidade desfrutando relacionamentos saudáveis e gratificantes como a sombra agradável, a água vivificante e a brisa que revigora e anima.
Depois de uma caminhada longa e cansativa no decorrer deste ano, já não vemos a hora de chegarmos ao oásis do Natal e Ano Novo. No geral, estes momentos são desejados porque nos oferecem a expectativa de alegria, paz e amor. E é bom, mas é possível que ainda assim esses momentos possam não surtir o efeito desejado. E isso pode acontecer quando não convidamos o personagem em nome de quem prestamos nossa homenagem: Jesus. Convide-O, então!
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