Dia dos Namorados, o dia de todo dia
Derly Gorski
* Pastor e Jornalista
Neste dia consagrado como Dia dos Namorados, desejo compartilhar com o prezado internauta, alguns pensamentos interessantes sobre o melhor meio de comemorarmos esse dia. Antes, porém, algumas curiosidades extraídas do site www.teachingchildren.com.br sobre a origem desse dia.
O feriado do dia dos namorados provavelmente origina-se da festa romana antiga de Lupercalia. Ninguém sabe exatamente quem foi o Santo Valentine. De fato, os registros da igreja mostram o mesmo Santo Valentine nomeado por dois povos. Ambos foram jogados na cadeia.
O Primeiro Valentine
Nos últimos dias de Roma, os lobos ferozes vagavam próximos às casas. Os romanos convidavam um de seus deuses, Lupercus, para manter os lobos afastados. Por isso, um festival era oferecido em honra de Lupercus e comemorado no dia 15 de fevereiro.
Lembrando que o calendário era diferente naquele tempo. Como um dos costumes do povo, no início do festival de lupercalia, os nomes das meninas romanas eram escritos em pedaços de papel e colocados em frascos. Cada homem escolheria um papel. A menina cujo nome era escolhido, devia ser sua namorada durante aquele ano. Valentine era um padre em Roma, quando o cristinanismo era uma religião nova.
O imperador nesse tempo, Claudius II requisitou que os soldados romanos não se casassem. Claudius acreditava que, como homens casados, seus soldados iriam querer permancer em casa com suas famílias ao invés de lutar nas guerras.
Valentine foi contra o decreto do imperador e casava secretamente os jovens. O padre foi preso e julgado à morte. Valentine morreu em 14 de fevereiro, no mesmo dia do feriado romano de Lupercalia. Após sua morte, Valentine foi considerado santo.
O Segundo Valentine
O segundo Valentine foi preso por ajudar alguns cristãos. Enquanto na cadeia, apaixonou-se pela filha cega do carcereiro. Seu amor por ela e sua grande fé operaram um milagre, curando a sua cegueira.
Antes dele ser morto (diz-se que foi decapitado em 14 de Fevereiro do ano 269 D.C.), enviou-lhe uma mensagem de despedida assinada: "De seu Valentine". Esta frase tem sido usada, desde então, em cartas de amor.
O Feriado
No ano 496, o Papa Celasius decidiu adotar 14 de Fevereiro para honrar a memória de St. Valentine (não se sabe ao certo qual dos dois, ou se os dois). O feriado caiu no dia anterior ao festival romano de Lupercalia, em honra do deus Lupercus que protegia as colheitas e contra os lobos.
Talvez de caso pensado para se ter uma festa cristã em contraponto ao festival pagão. O festival de Lupercalia era comemorado em 15 de fevereiro. Com o passar dos anos, o "Valentine's Day" e o festival de "Lupercalia" foram unidos em um único feriado e transformaram-se em um momento mágico para se comemorar o amor e a afeição.
No Brasil, comeroramos o Valentine's Day como Dia dos Namorados, em 12 de Junho. Nos Estados Unidos, nos dias que antecedem a 14 de Fevereiro, as lojas, as livrarias e as drograrias apresentam uma grande variedade de cartões, chamados Valentines. De fato, o "Valentine's Day" é o segundo feriado mais comemoradonos EUA, somente atrás do natal, em número de cartões enviados através dos correios. Há Valentines (cartões) especiais, com as mensagens dirigidas a membros específicos da família.
O Cupido, outro símbolo do feriado, tornou-se associado a ele porque era o filho de Venus, deusa romana do amor e da beleza e aparece freqüentemente nos cartões do Valentine's Day. Para os namorados e amigos, há Valentines em qualquer estilo imaginável: sentimentais, tímidos, sofisticados, humoristas e até desafiadores.
Os adultos normalmente compram Valentines para acompanhar um presente mais elaborado, tal como doces, flores ou perfumes. Os estudantes aprecíam comprar ou fazer Valentines para seus amigos e professores.
Minha Reflexão
Como pudemos observar, o Dia dos Namorados, de alguma forma tem sua origem na mitologia pagã dos antigos deuses romanos numa mistura com o cristianismo daqueles tempos. Na verdade, um cristianismo também misturado com tradições do paganismo.
Mas os tempos mudaram e, hoje, o Dia dos Namorados também está misturado com os costumes de uma sociedade tremendamente influenciada pelo consumismo.
O perigo é nos deixarmos influenciar pela mídia que, a serviço do comércio, quer nos fazer escravos de desejos consumistas a ponto de desconsiderarmos o verdadeiro sentido do amor fazendo-nos acreditar que mediante o oferecimento de um mimo, estaremos realmente expressando o que há de melhor em nossos sentimentos pela pessoa com quem nos relacionamos.
Claro que, ao presentearmos a nossa pessoa amada, não só podemos, mas também devemos expressar nossos mais sinceros sentimentos de amor. O problema reside no fato de muitas vezes só o fazermos nesse dia, esquecendo-nos que o amor verdadeiro se expressa não apenas em função de um estímulo que vem de fora pela poderosa influência da mídia e os costumes cada vez mais arraigados de uma sociedade consumista. O amor verdadeiro não é um sentimento, mas princípio de vida que se manifesta no dia-a-dia de nossos relacionamentos.
Acima e antes de tudo é o produto de nosso mais íntimo relacionamento com Deus a fonte do verdadeiro amor. Um amor que, segundo o apóstolo Paulo em sua Epístola aos Romanos “o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado”. (Rm. 5:5). Assim, quando nos relacionamos com Deus, o Seu amor não nos é oferecido mediante um conta-gotas, mas derramado, isto significando que ficaremos encharcados daquilo que realmente significa amar alguém.
Amar como Deus nos amou, significa algo muito mais que um simples presente num dia em que “todo mundo” assim o faz. Significa nos entregarmos e nos doarmos com verdadeiro interesse no bem-estar da pessoa amada. Ontem, hoje e sempre. No Dia dos Namorados também porque esse dia é apenas mais um dia na vida de quem ama de verdade.
Ellen G. White, em seu livro “O Lar Adventista”, afirma: “Corações cheios do amor de Cristo nunca podem estar em desarmonia. Religião é amor, e o lar cristão é aquele onde o amor reina e encontra expressão em palavras e atos de solícita bondade e gentil cortesia”.
Se os namorados e também os cônjuges permitirem a presença de Cristo em seu coração, com certeza todo dia será o Dia dos Namorados. Que Deus abençoe namorados e cônjuges em seu propósito de se tornarem os “eternos namorados”.